A poesia que indubitavelmente inebria a todos tem se moldado aos contornos com os quais desenhamos nossa jornada, mesmo que tal arte não seja fruto de nossas mãos, não diretamente, pelo menos.
Não podemos desmerecer versos brancos, longe disso, jaz neles uma fria beleza que entontece aqueles que se permitem a entrega. O fato é que os versos que tecem os refrões de nossos momentos não são brancos, são pálidos, e isso independe de nosso ponto de vista, é uma questão de prática do “ser realista”, ou mesmo, uma observação de quem de fora enxerga o mínimo do interior, a superfície deste.
Ao falar em realismo parece que uma fina lâmina fere a vista daqueles que lêem esse escrito, no entanto, ser realista não significa necessariamente algo ruim, longe disso. Vale dizer que é importante manter a sensibilidade, permitir-se enxergar o que acontece e, ainda assim, encarar os fatos com a ousadia de quem sonha e se permite a rotineira aventura, por que não falar em epopéia, de seguir rumo às realizações dos sonhos.
Sejamos tão somente conscientes. Repensando nossos próprios conceitos, claro.
Hoje ao assistir o jornal deparei-me com um trágico capítulo do livro das vidas de tantos que nem sei... Uma tragédia, um “dilúvio”, mortes, vidas, histórias, partidas, políticas públicas, investimentos norteados por quem, homens que simplesmente sofreram por serem fruto das escolhas daqueles que decidiram romper com a geografia, desafiar a natureza, construir e povoar sem um pensamento estratégico, lógico, inteligente, humano.
Certo... De quem é a culpa? Existe um culpado?
O dia amanheceu frio e pessoas sem casa, abrigo, conforto, segurança, parentes, amigos... Paliativos são bem vindos, a fome urge agora, mas... E amanhã? Rio de Janeiro, Alagoas, Pernambuco... Quem(S) assinou a autoria do mapa das catástrofes contemporâneas? A natureza? O Governante? O cidadão?
É, penso que hoje não são versos livres que me povoam, talvez alguns presos no fio que tece o destino de tantos, posto que liberdade é algo que vai além do pensamento, anseia vôo.
Fechemos os olhos e pensemos juntos: O que escrevemos hoje para lermos no amanhã... contos heróicos, poemas românticos, histórias de terror, dramas, suspenses? O que, no futuro, gostaríamos de ler em uma notícia de jornal?
Que fique claro, fazemos parte desse quebra-cabeça diário que faz a sociedade ser como é, a nossa mais fiel semelhante. Então, como catalogaremos os nossos valores? Eles são os reflexos daqueles que nos representam... Como desenvolveremos nosso pensar, nosso intelecto? Baseado no agora ou nas conseqüências de um amanhã, que bonito ou feio será vivenciados por nós e por outros...
Escrevo tudo isso por uma questão de consciência?! Não, de amor. (é suficiente?!)
Não podemos desmerecer versos brancos, longe disso, jaz neles uma fria beleza que entontece aqueles que se permitem a entrega. O fato é que os versos que tecem os refrões de nossos momentos não são brancos, são pálidos, e isso independe de nosso ponto de vista, é uma questão de prática do “ser realista”, ou mesmo, uma observação de quem de fora enxerga o mínimo do interior, a superfície deste.
Ao falar em realismo parece que uma fina lâmina fere a vista daqueles que lêem esse escrito, no entanto, ser realista não significa necessariamente algo ruim, longe disso. Vale dizer que é importante manter a sensibilidade, permitir-se enxergar o que acontece e, ainda assim, encarar os fatos com a ousadia de quem sonha e se permite a rotineira aventura, por que não falar em epopéia, de seguir rumo às realizações dos sonhos.
Sejamos tão somente conscientes. Repensando nossos próprios conceitos, claro.
Hoje ao assistir o jornal deparei-me com um trágico capítulo do livro das vidas de tantos que nem sei... Uma tragédia, um “dilúvio”, mortes, vidas, histórias, partidas, políticas públicas, investimentos norteados por quem, homens que simplesmente sofreram por serem fruto das escolhas daqueles que decidiram romper com a geografia, desafiar a natureza, construir e povoar sem um pensamento estratégico, lógico, inteligente, humano.
Certo... De quem é a culpa? Existe um culpado?
O dia amanheceu frio e pessoas sem casa, abrigo, conforto, segurança, parentes, amigos... Paliativos são bem vindos, a fome urge agora, mas... E amanhã? Rio de Janeiro, Alagoas, Pernambuco... Quem(S) assinou a autoria do mapa das catástrofes contemporâneas? A natureza? O Governante? O cidadão?
É, penso que hoje não são versos livres que me povoam, talvez alguns presos no fio que tece o destino de tantos, posto que liberdade é algo que vai além do pensamento, anseia vôo.
Fechemos os olhos e pensemos juntos: O que escrevemos hoje para lermos no amanhã... contos heróicos, poemas românticos, histórias de terror, dramas, suspenses? O que, no futuro, gostaríamos de ler em uma notícia de jornal?
Que fique claro, fazemos parte desse quebra-cabeça diário que faz a sociedade ser como é, a nossa mais fiel semelhante. Então, como catalogaremos os nossos valores? Eles são os reflexos daqueles que nos representam... Como desenvolveremos nosso pensar, nosso intelecto? Baseado no agora ou nas conseqüências de um amanhã, que bonito ou feio será vivenciados por nós e por outros...
Escrevo tudo isso por uma questão de consciência?! Não, de amor. (é suficiente?!)

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